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Viações querem aumento de 18,3% em passagens rodoviárias

Custos foram somados pelo Seopa.

Custos foram somados pelo Seopa.

Empresas responsáveis pelo transporte público de Porto Alegre se uniram para pedir um aumento de quase 20% no preço das passagens rodoviárias, vendidas na capital. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) recebeu o pedido oficialmente, através de uma documentação protocolada pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa). Na prática, o valor das passagens saltaria de R$ 2,95 para R$ 3,49. Para o Seopa, o aumento vem suprir a falta de subsídio em custos de operação elevados com o aumento no preço do óleo diesel e os benefícios pagos aos trabalhadores da categoria. Só no combustível, as empresas rodoviárias enfrentam um aumento de 12,57%.

A remuneração de funcionários somada as melhorias do vale-alimentação também deixou as despesas dos auto viações pelo menos 10% mais caras. Nos últimos dois anos, as passagens de ônibus de Porto Alegre só subiram 3,5%, passando a serem comercializadas 10 centavos mais caras. Se comparado com outros setores básicos que compõem a economia, realmente o transporte rodoviário está com taxas defasadas. Na visão da prefeitura da cidade, o acordo firmando entre operadores e operadora, deve proporcionar aumentos na hora de passar pelas catracas dos ônibus. Mesmo com o reajuste previsto, o prefeito José Fortunati se diz satisfeito com a valorização salarial que a categoria conquistou na cidade.

Segundo ele, este é o maior salário pago entre profissionais do setor, em todo o país. Com o que foi dito não dá para se empolgar, tudo indica que realmente o bilhete rodoviário vai subir. Ainda este ano, o sindicato dos motoristas e cobradores aprovou um reajuste salarial de 8%. Com o aumento, um motorista de ônibus passa a ganhar R$ 2 mil ao mês, enquanto o cobrador tira até R$ 1,2 mil para trabalhar durante 7 horas, em linhas municipais. Os dados são da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP). Em comparação com outras capitais, o preço das passagens de ônibus em POA está bem mais acessível. Em São Paulo o último reajuste foi de 50 centavos, já no Rio de Janeiro, é preciso pagar mais 40 centavos para embarcar.

Valor da passagem de Curitiba sobe em fevereiro

É hora de pegar o calendário e fazer as contas.

É hora de pegar o calendário e fazer as contas.

O valor da passagem rodoviária no sistema de transporte coletivo de Curitiba vai sumir a partir do primeiro final de semana de fevereiro. O aumento calculado em mais de 10% elevará a tarifa antes praticada por R$ 2,85 para R$ 3,30. Para minimizar o prejuízo com o reajuste, a dica é garantir o embarque através do cartão-transporte. Com ele, é possível economizar 15 centavos em cada viagem de ônibus. Quem já utiliza o recurso só começará a pagar mais caro pelos bilhetes rodoviários, daqui 30 dias. Já fazem dois anos que a prefeitura da cidade não aumenta o preço das passagens. O último reajuste praticado em 2013 elevou as tarifas em 12%. Segundo a prefeitura, com o que estava sendo cobrado não era possível subsidiar os salários dos funcionários e dos insumos que correspondem 50% e 20% respectivamente.

Para operar sobre o preço calculado pelos índices da tarifa técnica, somando os custos operacionais do sistema, era preciso desembolsar mais 30 centavos em cada embarque realizado. O valor é baseado nos percentuais de reajuste dos itens que compõem a planilha de custos do sistema, projetando uma variação salarial dos trabalhadores próxima do INPC dos últimos 12 meses. A prefeitura de Curitiba deve assumir os custos de operação da Rede Integrada de Transporte (RIT), na ordem de R$ 2 milhões, para atuação de linhas urbanas da cidade.

Caso o governado Beto Richa não concorde com o preço repassado ao Estado para atender a região metropolita do Paraná, o valor não deverá ser passado pelos cofres do Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), garantindo a transparência dos investimentos no setor de transportes do estado paranaense, mesmo que o transporte intermunicipal seja de responsabilidade dos Estados. Aproveitando a onda dos reajustes, funcionários das empresas rodoviárias formados por motoristas e cobradores já se organizam para realizar uma breve em busca de aumento salarial e outros benefícios. A negociação será intermediada entre representantes patronais, em defesa de um reajuste de 17% no salário. Apesar disso, o que se sabe é que a prefeitura está disposta a pagar apenas 7% dessa diferença.

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