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Preço das passagens tem relação com poltronas vazias

poltronas vaziasA crise econômica tem obrigado empresas de ônibus a se mexerem para espantar o risco de falência, para bem longe. Uma das medidas que boa parte das companhias de ônibus realiza em períodos de alta temporada é o remanejamento das passagens, para viajar com o ônibus em lotação máxima, ou próxima da capacidade limite para operar. Dessa forma, as empresas melhor administram os custos de operação de sua frota e economizam com a logística de transporte em linhas que atendem em veículos simultaneamente. E quem embarca em veículos em horários isolados, pode ter de desembolsar uma quantia maior na compra da passagem de ônibus.

Transporte Rodoviário

A redução no número de interessados pelas passagens rodoviárias do Rio Grande do Sul é uma das situações que jogam a favor do aumento tarifário dos últimos anos. O reajuste elevado no preço dos bilhetes do município gaúcho de Venâncio Aires ilustra bem o quanto a demanda pelo serviço pode interferir na hora de reservar a passagem. Segundo estudo divulgado pelo Tribunal de Contas, Venâncio Alves está entre as três cidades do Estado com maior valor de tarifa de ônibus urbano, perdendo apenas para a capital e o município de Viamão, comercializando passagens no valor de R$ 2,90. O curioso é que a cidade já chegou a comercializar uma das tarifas mais baratas do Rio Grande do Sul. Do fim de ano pra cá, o preço das passagens ficou 30 centavos mais caro.

O motivo, além do número de passageiros por quilômetro rodado também se refere a elevação dos gastos com insumos das empresas rodoviárias, além do aumento de 10% das gratuidades destinadas a idosos e deficientes do município. O preço do combustível, a valorização da mão de obra e a renovação das frotas também ajudam a engrossar o valor dos bilhetes. Chega quase a 60 mil o número de passageiros que é transportado mensalmente através dos ônibus de Venâncio Alves. Entretanto, a viação Chimatur, responsável pelo transporte coletivo da

Passagem de ônibus de Itajaí sofre reajuste pela segunda vez

O jeito vai ser recorrer as bicicletas.

O jeito vai ser recorrer as bicicletas.

Esta é a segunda vez no ano em que o passageiro de ônibus de Itajaí, Santa Catarina, terá de pagar mais caro para embarcar nos ônibus rodoviários da cidade. Há seis meses, o sistema de transporte público sofreu reajuste, elevando a tarifa rodoviária para R$ 3,00 para reservas antecipadas e R$ 3,30 para compras na hora de embarcar. Com o aumento praticado no mês passado, equivalente a 9%, o preço do serviço varia de R$ 3,27 a R$ 3,60. O custo para recarregar o cartão do transporte vai ficar R$8,10 mais caro.

Reposição é necessária

Para a prefeitura de Itajaí, o aumento no preço das passagens rodoviárias se dá as taxas inflacionárias que vêm desequilibrando as finanças das auto viações, comprometendo a qualidade na prestação do serviço. Segundo o departamento de Urbanismo da cidade, o preço do combustível, do óleo e das peças de reposição ajudou a prefeitura a recalcular, junto às empresas rodoviárias, o reajuste tarifário. Segundo dados do IBGE, o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor, ficaram acumulados na casa dos 8%. Se o aumento fosse fechado a critério e gosto das empresas, o preço do bilhete rodoviário seria ainda maior. As auto viações vem cobrando do poder executivo, um aumento de R$ 3,70 desde abril deste ano.

O jeito é apelar para as bicicletas

O segundo aumento no valor das passagens vai impactar e muito, no bolso de vários moradores de Itajaí. Por conta disso, alguns moradores vão recorrer às bicicletas. A expectativa e que o aumento da prática das “pedaladas” e dos trajetos a pé sejam feitos por passageiros que utilizam o transporte coletivo em até duas ocasiões durante a semana. A iniciativa agrada o meio ambiente, mas pode preocupar a manutenção do sistema rodoviário da cidade, já que se a demanda faltar, as empresas de ônibus serão obrigadas a se reunirem em busca de um novo aumento.

Preço de passagens de ônibus de Manaus aumenta em 2015

É hora de juntar as moedas para pagar as passagens.

É hora de juntar as moedas para pagar as passagens.

O ano mal começou e os passageiros de ônibus de Manaus já estão sentindo o reajuste no valor tarifário para embarcar em coletivos da cidade. Segundo a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), as passagens rodoviárias passaram a ser comercializadas no valor de R$ 3, enquanto a meia-passagem, saltou de R$ 1,35, para R$ 1,50. O novo reajuste na reserva rodoviária representa um aumento de R$ 0,25 no preço de passagens de ônibus da capital. De acordo com a prefeitura de Manaus, já fazia mais de três anos que os passageiros não sabiam o que era ter o reajuste. Por conta disso, a tarifa ficou defasada, já que o valor dos combustíveis subiu junto com o preço para renovar as frotas, e reajustar os salários de funcionários da auto viações.

Só nos últimos quatro anos, o diesel utilizado para abastecer a frota municipal teve um aumento de 33,74%, enquanto ficou 17,20% mais caro comprar novos veículos para colocar nas ruas. Motoristas também tiverem reajuste salarial de 20,9% durante o mesmo período. Cada passageiro que embarca nos ônibus da capital do Amazonas, custa em média R$ 3,11 para as companhias de ônibus. Com a diferença do reajuste, os R$ 0,11 centavos restantes são subsidiados pela prefeitura e pelo governo do Estado que injeta R$ 2 milhões todo o mês, para serem gastos no setor. A prefeitura de Manaus admite que o serviço de transporte público não é dos melhores, e por isso, cobra das empresas rodoviárias, algumas medidas para inibir a paralisações de profissionais do sistema e melhorias no atendimento.

A cidade também espera a conclusão das obras de corredores exclusivos, realizadas pela SMTU. Com o investimento em mobilidade urbana, além de tornar as viagens rodoviárias mais velozes, a prefeitura poderá economizar com subsídios gastos para bancar o aumento da frota. Se a palavra do prefeito valer, esse ano não terá mais aumentos nas passagens. Ele garantiu que, mesmo com o aumento previsto no salário dos rodoviários, o valor da passagem de ônibus deve permanecer nos R$ 3. Segundo a prefeitura, os bilhetes do transporte do tipo executivo também devem ser reajustados em breve.

Preço de passagens de ônibus pode ficar mais caro em SP

Passagem de ônibus de São Paulo deve subir em Janeiro.

Passagem de ônibus de São Paulo deve subir em Janeiro.

Falta pouco para a prefeitura de São Paulo reajustar o preço de passagens de ônibus em linhas municipais da capital. O aumento deve elevar a tarifa rodoviária para R$ 3,40 já no começo do ano que vem. Até lá, a prefeitura estuda um “jeitinho” de minimizar a cobrança das auto viações, já planejando possíveis protestos por parte da população paulista. Segundo a São Paulo Transportes (SPTrans), com o aumento no valor da passagem, a prefeitura irá deixar de desembolsar boa parte de seus recursos financeiros para subsidiar empresas de transporte urbano. Atualmente a administração da capital paga R$ 1,6 bilhão para manter o serviço em funcionamento. Se o novo valor começar a valer em janeiro, o preço deverá ser reduzido para R$ 1,4 bilhão ao ano.

O pior é que, sem o reajuste, o financiamento deve ser ainda maior, elevando os custos da prefeitura para R$ 2 bilhões só nesta categoria. Já estão acontecendo manifestações pressionando o prefeito Fernando Haddad para manter o mesmo valor praticado nas catracas, desde 2011. O preço da passagem rodoviária iria ser reajustado no meio do ano passado, de R$ 3 para R$ 3,20, mas acabou mantido, depois dos protestos. Com a base inflacionária, não resta dúvidas de que o valor da passagem precisa ser aumentado. Se o preço acompanhar a inflação acumulada, deve comercializar o bilhete rodoviário por R$ 3,75. Apesar disso, a prefeitura sabe que autorizar um valor nesses parâmetros é abrir procedentes para uma verdadeira “guerra” nas ruas.

Por isso, o que tudo indica é que o preço não passe dos R$ 3,50. Para se ter uma ideia, o passageiro é quem mais desembolsa para custear as passagens. Ele é responsável por 70% do valor gasto, outros 10% são pagos pelos próprios empresários do setor e outros 20% ficam por conta do poder público (prefeitura). Há dois anos, o valor do repasse às empresas rodoviárias era de R$ 1 bilhão. Esse valor aumentou em 2013, depois que as auto viações passaram a trabalhar com o Bilhete Único Mensal. Hoje o subsídio é de R$ 1,6 bilhão.

Horário de verão interrompe venda de passagens rodoviárias

Para evitar dúvidas no embarque durante o horário de verão, venda de passagens rodoviárias é suspensa.

Dúvida nos horários de ônibus.

O horário de verão que adianta uma hora no relógio dos brasileiros, fez com que a venda de passagens rodoviárias nas três rodoviárias de São Paulo fosse suspensa por pelo menos uma hora. Por causa do novo horário, praticado desde a madrugada do último domingo (19), os terminais rodoviários da capital paulista suspenderam seus embarques durante o momento da mudança do horário, que aconteceu entre as 0h e 0h59 de sábado para domingo. Neste período ninguém pôde reservar as passagens de ônibus para embarcar. Responsável pela proibição, a Socicam – empresa que administra as três estações rodoviárias de São Paulo, decidiu interromper a venda na marcação do novo horário, para evitar perdas e dúvidas na hora de viajar.

Quem chegou ou partiu do terminal Tietê (Zona Norte da capital), Barra Funda (Zona Oeste) ou Jabaquara (Zona Sul), às 23h59, não encontrou mudanças no local. Segundo a administradora, os veículos rodoviários com partidas marcadas até este horário, viajaram normalmente. Apesar da paralisação de uma hora, as empresas rodoviárias que operam em São Paulo aprovaram a medida, já que é comum gerar tumultos e confusões justamente no momento é que é feito o adiantamento dos ponteiros, para obedecer ao horário de verão. Durante o final de semana, a Socicam disponibilizou um atendimento telefônico para esclarecer dúvidas e informar passageiros sobre os horários de ônibus das rodoviárias da cidade.

As companhias de ônibus também foram liberadas para prestarem informações diretamente aos seus clientes. Mesmo com o movimento intenso, registrado diariamente nos corredores da rodoviária do Tietê, em soma as demais estações de transporte público e interestadual, poucas viagens rodoviárias neste período de interrupção acontecem nos terminais. A maioria dos embarques realizados neste horário é registrada em linhas de média e longa distância, por passageiros que querem viajar para outras cidades de São Paulo, ou até mesmo ir para outro Estado. O horário de verão acontece uma vez ao ano e dura toda a estação mais quente do ano, com intuito de estabilizar o nível de reservatórios de hidrelétricas, aumentando a produção sem ampliar o uso regular de energia elétrica.

Preço de passagem de ônibus de Campina Grande é grande

Prefeitura de Campina Grande negocia reajuste nas passagens.

Prefeitura de Campina Grande negocia reajuste nas passagens.

O mês de agosto começou pregando peça no bolso de moradores de Campina Grande, na Paraíba. Desde a semana passada, o preço de passagem de ônibus da cidade está mais caro. O custo para embarcar em ônibus de Campina Grande é de R$ 2,20, ou seja, R$ 0,10 a menos do que as companhias de ônibus que compõem o Conselho Municipal de Transportes haviam reivindicado para a prefeitura. A planilha de custo que sugeriu redução no valor de R$ 2,30 foi rejeitada pelo prefeito Romero Rodrigues. Mesmo assim, a decisão do chefe do executivo prejudicou as economias de quem utiliza e depende do transporte coletivo todos os dias para ir e voltar do trabalhar. De fato, não há o que reclamar do aumento proposto pela prefeitura campinense.

Já que o último valor tarifário praticado só foi reajustado no começo de 2012. Para o prefeito, as planilhas de custos das empresas rodoviárias são a prova de que o aumento era necessário. “Dificilmente se encontra no país hoje um produto ou serviço que custe o mesmo que custava dois anos e meio atrás”, ressaltou. Para minimizar o impacto negativo que o aumento inesperado poderia causar, sem contar com os protestos, a prefeitura negociou valores mínimos e conseguir um desconto favorável para a população. No ano passado, as manifestações populares também levaram o valor das passagens rodoviárias para baixo. Na época o preço passou a ficar R$ 0,10 mais barato do que é cobrado agora.

O aumento no preço dos bilhetes rodoviários deve garantir um aumento salarial para profissionais da categoria rodoviária em 9% (motoristas e cobradores). Uma greve realizada por motoristas de ônibus coletivo dias antes de o acordo ser firmado, colocou a prefeitura de Campina Grande em uma saia justa. A frota rodoviária ficou paralisada 100%, comprometendo as viagens de ônibus de quase 100 mil pessoas. Além de o salario aumentar, a origem da mudança também está no aumento de impostos sobre os combustíveis, nos preços pagos por equipamentos e em peças de manutenção dos veículos e outros insumos.

Justiça garante preço de passagens 2014 de São Luís

Decreto em Belo Horizonte garante o mesmo preço de passagens de ônibus por três meses.

Justiça pede anulação do aumento no preço das passagens.

O preço de passagens 2014 para passageiros de São Luís, no Maranhão, está sendo garantido pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos da cidade. Segundo o juiz Clésio Coelho Cunha, a prefeitura do município maranhense deve reviver o reajuste aplicado nas passagens de ônibus, no dia 8 de junho, já que está desproporcional aos limites do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses. O pedido acatado pela justiça veio do Ministério Público, que por forma legal, alegou que o aumento das passagens havia sido superior ao dobro dos índices permitidos pela inflação, sem ainda comprovar melhorias no serviço prestado para população que depende do transporte rodoviário.

As apurações do Ministério Público revelaram que as empresas rodoviárias estavam reservando passagens com reajustes de 14,2% a 23%. Segundo o titular da Vara, as auto viações assinaram um compromisso em novembro de 2011 em um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, que prevê melhorias nos serviços prestados durante as viagens de ônibus. Se a prefeitura de São Luís demorar a acatar o pedido da justiça e baixar os preços dos bilhetes rodoviários, vai ter que pagar multa diária de R$ 10 mil, que serão direcionados ao Fundo de Direitos Difusos. Apesar da falta de compromisso com quem compra passagens, o aumento tarifário desproporcional promovido no final do mês passado tem uma explicação. O acordo foi fechado com a prefeitura depois que funcionários do terminal rodoviário da cidade e das empresas de ônibus cruzaram os braços por durante 16 dias, pedindo aumento salarial.

Para custear um novo acordo salarial que garantia aumento de 7,8%, além do vale-alimentação, em 9,6%, as companhias rodoviárias se viram obrigadas a elevar o preço das passagens em R$ 0,30. A diferença deixou as passagens de ônibus baratas 23% mais caras e as mais caras 14,2% ainda mais salgadas. Mesmo assim, o compromisso é de que 250 ônibus novos seriam entregues a frota, o quanto antes e mais outros 250 entre janeiro e fevereiro do ano que vem, como meio de justificar o aumento das tarifas. Em qualquer situação, a “Domingueira”, que promove desconto na metade do valor das passagens aos domingos, não terá mais validade.

Valor da passagem em Criciúma fica mais caro no domingo

Preço de passagens de ônibus nas principais capitais do Brasil volta a subir no começo de 2014. Prefeituras não tem como subsidiar os descontos.

Valor da passagem volta a subir

A partir da semana que vem, andar de ônibus pelas ruas de Criciúma, em Santa Catarina, pode custar mais para o bolso dos passageiros.
A nova tarifa rodoviária que atingiu apenas o serviço de transporte coletivo da cidade catarinense começa a valer desde o domingo, dia 13, justamente na final da Copa do Mundo.
Além de correr o risco de amargar um possível triunfo dos hermanos argentinos no Mundial, ainda não se sabe ao certo, qual será o valor da passagem praticado em viagens intermunicipais.
Nem mesmo os integrantes do sindicado da categoria, membros do Movimento dos Usuários do Transporte Urbano de Criciúma, Mutuc, e responsáveis pelas companhias de ônibus que operam na cidade, sabem qual será o valor atualizado.
 

Se o pedido das empresas rodoviárias for acatado, o descontentamento deve ser geral, já que o preço da passagem para embarcar saltará de R$ 2,74 para R$ 3,17. Reajuste muito exorbitante na visão de integrantes do Mutuc, que pedem um aumento de apenas 13 centavos.
O prefeito Márcio Búrigo participou de um movimento proposto pelos sindicalistas e empresários do setor para chegar a um acordo numérico com todas as partes envolvidas. Mesmo assim, não há nada oficializado.
Informações de dentro do gabinete do chefe do executivo apontam que é provável que as passagens rodoviárias passem a ser vendidas por R$3,00.
 

Com o impasse, grupos de passageiros e moradores da cidade começaram a se formar com mais frequência nos últimos dias. Eles não aprovam o anúncio de que os bilhetes rodoviários ficaram mais caros ainda neste mês.
Desde o começo dessa semana, manifestantes se encontraram na Praça Nereu Ramos para protestar. Muitos distribuíram panfletos, gritaram palavras de ordem e informaram a população sobre o aumento que esta por vir. Todos estão proibidos de protestarem nas dependências da rodoviária de Criciúma.
Quem depende do transporte rodoviário para ir ao trabalho, pode prolongar o valor das passagens de ônibus por pelo menos mais 60 dias. Para isso é preciso recarregar o cartão de fidelização, o quanto antes. Segundo a norma, quem embarca com os créditos não pagará reajustes nos próximos dois meses.

Itapemirim passagens suspende investimento até licitação

Setor aéreo é livre de taxas.

Setor aéreo é livre de taxas.

Parece mesmo que a diferença entre os tributos e impostos previstos em concessões do governo federal entre companhias rodoviárias e empresas aéreas, está causando impasses negativos no setor rodoviário.
Pelo menos a direção da Itapemirim passagens já disse em pronunciamento oficial que suspenderá investimentos em operação e ampliação da frota até que as licitações que competem às linhas interestaduais do Brasil voltem a vigorar – elas estão suspensas por ordem judicial.
O medo de quem administra empresas de ônibus está nas novas exigências do documento. Segundo a própria Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, o processo deve priorizar melhorias nos serviços prestados pelo setor rodoviário e diminuição no preço das passagens.

A Abrati, associação que reúne auto viações brasileiras, vê o anúncio como principal motivo pela desaceleração de investimentos feitos por executivos das empresas nos últimos 12 meses.
Além da redução de gastos, os custos com as garagens também passam por reformulação.
A reclamação em relação às companhias aéreas é movida pela isenção do ICMS. A aviação civil está livre do imposto, enquanto as transportadoras são obrigadas pela ANTT a pagarem taxas de até 18% sobre o valor das passagens rodoviárias.
A agência admite que os impostos prejudicam o avanço dos investimentos e da compra no meio rodoviário, mas defende a medida com o argumento de que os dois serviços de transporte irão se alinhar no mesmo nível de qualidade.
Mesmo que seja cobrado, o transporte rodoviário interestadual é considerado público para o governo.

É justamente por esse motivo que a atividade é disputada em licitações com oferta mínima de linhas regulares e imposição de tarifas.
Ao contrário do que acontece nas viagens de avião, onde não há controle que determine o valor das passagens, a disponibilidade de novas linhas apenas depende da capacidade dos aeroportos.
O preço praticado na hora de comprar passagens é tão influente que as empresas rodoviárias tiveram que conviver com uma perda de mais de 7 milhões de passageiros nos últimos oito anos.
Apesar dos avanços e da maior procura pelas viagens de ônibus, até hoje, donos de empresas de transporte rodoviário estão se empenhando para recuperar boa parte dos clientes que partiram para os aeroportos.

Preços de passagens de ônibus em São José dos Campos não aumentam

Passageiros de São José dos Campos comemoram preço das passagens.

Passageiros de São José dos Campos comemoram preço das passagens.

Para alegria de milhares de pessoas que dependem do transporte rodoviário que opera na cidade de São José dos Campos, a prefeitura negou o pedido feito pelas companhias rodoviárias para aumentar anualmente os preços de passagens de ônibus.
Apesar de o aumento ser defendido em contrato de concessão por parte de todo sistema público na cidade do interior de São Paulo, estudos feitos pela Secretaria de Transportes apontaram que os valores pedidos pelas empresas de ônibus para realizar a manutenção do sistema é muito abusivo.
Os empresários brigavam para obter um acrescimento de R$ 0,65 em cada passagem rodoviária, quando na verdade precisam apenas de um reajuste de R$ 0,06 para cobrir todos os gastos de operação e manterem suas frotas em bom estado.

Como o valor não será alterado, a prefeitura se vê obrigada a buscar subsídios através da desoneração de impostos para empresas licitatórias de São José.
A Secretaria de Transporte vai desonerar temporariamente o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). O imposto já foi praticamente abolido em outras cidades do Brasil.
Oficialmente, os valores para embarcar em uma viagem de ônibus continuam os mesmos.
Já faz um ano, quando a prefeitura chegou a aumentar as tarifas rodoviárias elevando o preço de R$ 2,80 para R$ 3,30, em fevereiro de 2013. Apesar disso, por causa dos protestos, o valor acabou sendo baixado e os passageiros passaram a comprar as passagens no preço de R$ 3,00, praticado até hoje.

Já em Minas Gerais, os bilhetes rodoviários podem marcar um começo de abril mais salgado para os passageiros.
O aumento que deveria ter sido executado no final do ano passado foi prorrogado por causa dos protestos na capital mineira.
Mesmo assim, a prefeitura de lá deve isentar as auto viações de pagarem o Custo de Gerenciamento Operacional (CGO) que tem um peso de 2% no valor da tarifa, e representa cerca de R$ 0,05 a menos no valor praticado.
Apesar de o reajuste não ser oficial, integrantes do Movimento Tarifa Zero acreditam que o aumento nas passagens chega a ser de 7,5%, o que elevaria o valor atual para R$ 2,85.

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