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Reajuste da gasolina afeta preço de passagens pelo Brasil

litro de gasolinaO preço da passagem de ônibus no Brasil é um dos prejudicados com o aumento nos impostos PIS e Cofins cobrados sobre combustíveis, anunciado recentemente pelo governo. De acordo com economistas, não é só a conta de quem abastece o tanque de gasolina que vai aumentar, já que há vários serviços de áreas distintas que podem impactados com a ação. Os alimentos é um dos exemplos dessa lista. Os fretamentos, principalmente os que são ligados ao setor de turismo com operação de linhas de longa distância também devem sofrem com o reajuste.

Com o aumento anunciado, o litro de gasolina passou a custar litro de 38 centavos para 79 centavos por litro. O objetivo é gerar uma arrecadação extra de 10,4 bilhões de reais neste ano para cobrir o rombo nas contas públicas. Para especialistas, este aumento interfere diretamente na logística de matérias primas e produtos industrializados, tornando o material de consumo mais caro para o consumidor final. O impacto, no entanto, deve começar a ser percebido agora, se alastrando com maior veemência no final do ano, quando a procura pelos serviços rodoviários é mais acentuada.

O custo é repassado na inflação de mês em mês, e o brasileiro vai sentindo o efeito da medida, gradativamente. A FGV/IBRE prevê que o aumento dos impostos sobre o combustível terá um peso de 0,4 ponto percentual na inflação, mantendo a média percentual do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo]. Dos três combustíveis disponíveis no mercado, a gasolina foi a que mais sofreu. O etanol por sua vez, se tornou uma alternativa para minimizar o reajuste. A diferença entre os PIS/Cofins da gasolina e do etanol passou de 26 centavos para 46 centavos. A Petrobras anunciou nesta no final de julho um aumento de 1,8% nos preços do  vendido nas refinarias.

Combustível encarece preço de passagem de avião no fim de ano

Sobe o preço do combustível das aeronaves.

Sobe o preço do combustível das aeronaves.

O preço das passagens aéreas para linhas nacionais não está agradando a maioria dos turistas que planejam viajar neste final de ano. Boa parte das rotas reservadas nas duas últimas semanas de dezembro promete salgar o bolso de quem dispensar o trajeto por terra para chegar ao destino mais rapidamente. Apesar do tempo da viagem ser reduzido, o valor pago para decolar tem prejudicado e muito no planejamento da viagem. E o principal motivo, sabe qual é? É o querosene utilizado nas aeronaves, conhecido como QAV, o combustível corresponde a mais de 35% do custo operacional das empresas de avião do Brasil, por isso, quando sobe, os preços das passagens também ficam mais caros.

Ele também é um dos culpados pelas passagens nacionais custarem mais caro do que alguns trechos internacionais, já que o valor do combustível praticado no país é mais elevado do que no exterior. Segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte), a diferença por litro pode ser de mais de R$ 1,15 para voos com saída do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino para cidades brasileiras e roteiros para fora do Brasil. As viagens aéreas com saída do Aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro, por exemplo, geram um custo de R$ 3,81 por cada litro do querosene utilizado em trajetos nacionais, já para as viagens internacionais, o preço é um pouco mais barato, cerca de R$0,50 a menos.

Quem determina a diferença entre esses indicativos é a política de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A cobrança dos impostos pode divergir entre taxas de 11% a 25% de acordo com o Estado, além do que já é reajustado conforme o aumento dos fornecedores. Os gastos com arrendamento, manutenção e seguro dos aviões representam 17% de tudo que é gasto pelas companhias aéreas ao longo do ano. O valor restante do que é cobrado no preço das passagens, conta com 9,6% dos custos gerados pela própria tripulação.

Preços de passagens de ônibus estão defasados de capitais

Óleo diesel soma 25% dos gastos das auto viações.

Óleo diesel soma 25% dos gastos das auto viações.

De acordo com a conta da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), habitantes das capitais brasileiras estão pagando menos do que deveriam para embarcar em ônibus rodoviários. Segundo a entidade, os preços de passagens de ônibus estão pelo menos 12,8% abaixo do valor praticado nas demais catracas do país. Mesmo sabendo da dificuldade de subsidiar o serviço, muitos prefeitos preferem não atualizar o valor da passagem com medo de abrir caminho para novas manifestações, como aconteceu no ano passado. Por causas dessas ameaças, ficou 5% mais barato andar de ônibus nas capitais do país. Valor barateado, graças às desonerações e reduções, em contrapartida com o aumento de 17,8% no preço das passagens para suportar as gratuidades e outros benefícios propostos pelo setor.

Para a NTU, o governo não quer colaborar com o transporte coletivo, criando políticas de incentivo que só privilegiam o transporte individual. Um desses exemplos é o óleo diesel, que em menos de dois anos, subiu 38%, cerca de 20% a mais do reajuste praticado no preço da gasolina. Nos últimos 15 anos, o combustível ficou 202% mais caro para as companhias de ônibus, enquanto que o os motoristas não tiveram que pagar mais de 100% para encher o tanque. A associação assegura que o óleo diesel representa 23% do custo total dos serviços de transportes e barateá-lo é uma ótima alternativa. Se depender da NTU, parte dos repasses destinados aos municípios brasileiros deveriam ser suficientes para cobrir, ao menos, metade do que as auto viações gastam para estar em circulação.

A NTU pretende estimular a criação de mutirão nacional em favor dos planos de mobilidade urbana, além de dar apoio a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 307/13, que destina 70% dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) aos municípios, 20% aos estados, e 10% ao governo federal. Entre tantas alternativas, também está a elaboração de um programa emergencial de qualificação do transporte público urbano por ônibus. Além de cobrir os gastos operacionais, os projetos da associação do setor rodoviário garante que o preço da passagem rodoviária cairia pela metade.

Preço de passagens 2014 trará boas recordações aos cariocas

Passagens rodoviários do Rio de Janeiro devem ficar mais caras.

Passagens rodoviários do Rio de Janeiro devem ficar mais caras.

O aumento já esperado de 5% no valor do diesel poderá elevar o preço das passagens rodoviárias, logo no começo do ano novo, para quem mora no Rio de Janeiro. Se a previsão da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) estiver certa, o preço de passagens 2014 praticado desde o último reajuste em março deixará saudades. A estimativa é de que os insumos gerem um aumento na tarifa rodoviária de pelo nos R$ 0,10. Para a NTU, o valor do combustível pode prejudicar o orçamento das companhias rodoviárias em até 30%. Uma porcentagem elevada e desleal quando é comparada com os custos para automóveis, que apenas terão de pagar aumento de 3% sobre a gasolina.

O repasse desprivilegiando o transporte coletivo deve impactar no valor das passagens, e ainda inviabilizar investimentos na melhoria e renovação de frotas rodoviárias que atendem os municípios cariocas. Especialistas em inflação acreditam que o reajuste tarifário é inevitável, no entanto, não deve salgar o bolso do consumidor, porque o valor estabelecido nas catracas, ainda está abaixo do limite proposto pelas capitais brasileiras. Para a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor), as passagem de ônibus do Rio já estavam defasadas antes do aumento do diesel, por causa do recuo causado pelas manifestações, no meio do ano. De lá pra cá, as auto viações também reajustaram os salários dos funcionários em 10%.

Quatro consórcios que administram os ônibus rodoviários estão livres para realizar o reajuste anual ainda em janeiro, segundo fórmula paramétrica, com base nos índices calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os dados medem o aumento de custos, como combustível, mão de obra, veículos e peças, e estão assegurados nos contratos de concessão. No restante do Brasil, os reajustes já começaram a ser praticados. Em Curitiba, por exemplo, a passagem de ônibus saltou de R$ 2,70 para R$ 2,85, e Recife deve definir os novos valores ainda neste mês. Já em São Paulo, o bilhete rodoviário não será reajustado, permanecendo em R$ 3, graças aos subsídios milagrosos da prefeitura.

Preço de passagens de ônibus intermunicipal sobe na Paraíba

Preço de passagem rodoviária sobe 7%.

Preço de passagem rodoviária sobe 7%.

O preço de passagens de ônibus intermunicipais para viagens no estado de Paraíba ficou 7% mais caro, desde o último domingo (9). Além do reajuste tarifário para o transporte rodoviário de passageiros, o valor para comprar uma passagem de balsa entre a travessia de Cabedelo a Costinha, também ficou mais caro. O aumento segue avaliação dos percentuais elevados pelo preço inflacionário nos últimos 12 meses. Apesar do descontentamento com o reajuste elevado já ser esperado por boa parte dos passageiros, a mudança aprovada pelo Conselho Executivo do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER) não correspondeu as expectativas das empresas rodoviárias responsáveis pelas viagens de ônibus entre linhas intermunicipais de Paraíba.

Para elas o valor ficou abaixo do pretendido para subsidiar reajustes salariais de funcionários, custos de operação como peças de reposição e insumos, e até os gastos com combustível. Quem depende do transporte coletivo para se deslocar até linhas urbanas e rodoviárias vai ter que pagar mais caro para continuar viajando. A linha Cabedelo/Costinha feita por transporte fluvial também está mais salgada para o bolso do usuário. As rotas rodoviárias mais movimentadas que passaram a reconhecer o aumento, partem da capital João Pessoa com destino a Cajazeiras, Conceição, Patos, Campina Grande, Guarabira, Itabaiana e Mamanguape. A linha rodoviária que mais subiu ficou cerca de R$ 6,00 mais cara. Confira o preço atualizado das passagens rodoviárias para ônibus urbanos de Paraíba:

João Pessoa/Alhandra – de R$ 6,25 para R$ 6,70
João Pessoa/Santa Rita  – de R$ 2,60 para R$ 2,85
João Pessoa/Santa Rita/Várzea Nova – de R$ 1,85 para R$ 2,00
João Pessoa/Cabedelo – de R$ 2,40 para R$ 2,55
João Pessoa/Renascer – de R$ 2,20 para R$ 2,35
João Pessoa/Conde – de R$ 3,90 para R$ 4,20
João Pessoa/Jacumã  – de R$ 6,25 para R$ 6,70
João Pessoa/Jacumã (via PB-008)  – de R$ 2,90 para R$ 3,10
João Pessoa/Bayeux  – de R$ 1,85 para R$ 2,00
João Pessoa/Bayeux/Sesi  – de R$ 1,20 para R$ 1,30
Campina Grande/Lagoa Seca  – de R$ 2,10  para R$ 2,25
Campina Grande/ Alagoa Nova – de R$ 4,10 para R$ 4,40
Campina Grande/Fagundes  – de R$ 3,85 para R$ 4,10
Campina Grande/ Serra Redonda – de R$ 4,10 para R$ 4,40
Campina Grande/Massaranduba  – de R$ 3,15 para R$ 3,35
Campina Grande/Queimadas – de R$ 3,15 para R$ 3,35
Mamanguape/Rio Tinto  – de R$ 1,60 para R$ 1,70

Subsídio aumenta para compensar valor da passagem de Sorocaba

Subsídio de gratuidades no transporte rodoviário.

Subsídio de gratuidades no transporte rodoviário.

No ano que vem, cerca de R$ 36 milhões deverão ser gastos para subsidiar o transporte público de Sorocaba. A estimativa que prevê aumento de 25% no orçamento comparado com o que foi gasto este ano, faz parte do montante não arrecadado nas viagens de ônibus grátis para idosos, ou em tarifas reduzidas, concedidas em programas realizados pelas companhias rodoviárias. Pelos números da Urbes – Trânsito e Transportes, a cidade paulista tem um custo anual de R$ 200 milhões para fixar o valor da passagem de ônibus. Para garantir as gratuidades embutidas neste valor, é preciso que a própria autarquia desembolse R$ 29,5 milhões do seu orçamento, com o repasse municipal de R$ 6,5 milhões, para completar a diferença.

Com este investimento é possível garantir o transporte coletivo de pelo menos 4,9 milhões de passageiros, todo o mês. É esse número que determina quanto as concessionárias irão faturar no final do mês, mesmo quando elas liberam a passagem de idosos e outros grupos favorecidos. Segundo a Urbes, até setembro deste ano, R$ 26 milhões já foram gastos em subsídios para as empresas de ônibus de Sorocaba. Deste total, cerca de R$ 2,8 milhões foram financiados para cobrir as despesas de operação das companhias. O subsídio ao sistema de transporte coletivo é gerado através dos custos não cobertos pela tarifa pública, como a Integração Temporal, a Redução Tarifária (programa Domingão); Serviço de Transporte Especial e as gratuidades que no município paulista, prevê o embarque gratuito de passageiros entre 60 e 64 anos.

Nos últimos anos, a procura pelas passagens de ônibus coletivo da cidade vem registrando aumentos de 2% a 3% anuais. Apesar de o número ser pequeno, está entusiasmando responsáveis por órgãos que controlam o setor rodoviário de Sorocaba. De qualquer maneira, é preciso acompanhar a situação em que o brasileiro enfrenta no seu cotidiano. É importante estar sempre em observação para avaliar qual é a situação real da economia e da parte social do país, já que desempregos e alta dos impostos podem reduzir significativamente o número de interessando no transporte público de médias e grandes cidades.

Auto viações querem aumentar preços de passagens de ônibus

Pedido de aumento do Setap levanta suspeitas.

Pedido de aumento do Setap levanta suspeitas.

Os embarques rodoviários de Macapá, no Amapá, podem ter os preços de passagens de ônibus mais caros do Brasil, se a prefeitura da cidade perder ação judicial movida pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amapá (Setap). Segundo o órgão que representa as auto viações em circulação no município, o valor das passagens deve ficar 30% mais caro. Isso porque o setor está passado por dificuldades financeiras e não está conseguindo arcar com os custos de operação do sistema. Se a reajuste vigorar, o bilhete rodoviário comercializado por R$ 2,10 vai para R$ 2,75. A queixa feita pelo Setap diz que essa já é a quinta vez em que as empresas se reúnem para brigar pelo aumento. Segundo o sindicado, faz mais de 10 anos que a prefeitura não aprova um reajuste gradual no preço das passagens, levando em consideração o que está sendo gasto pelas companhias rodoviárias. Além de tudo, também está sendo feito o pedido da redução de tributos para a aquisição de óleo diesel, à Companhia de Trânsito e Transportes de Macapá (CTMac).

Enquanto o valor tarifário não é decidido, a sugestão da Setap é aumentar a passagem para R$ 2,50 na tentativa de minimizar os custos gerados com funcionários e com o combustível. A CTMac já se mostrou desfavorável ao pedido de aumento dos bilhetes. Segundo a diretora da instituição, o valor cobrado atualmente nas catracas já é compatível com a quantidade de ônibus e a qualidade oferecida pelo serviço. A frota que transporta a população atualmente é composta por 190 veículos. Ainda segundo a direção da CTMac, só no último ano, o setor registrou aumento de 1 milhão de passageiros e viu os impostos federais, estaduais e municipais caírem. Em contrapartida, o Ministério Público está investigando um esquema envolvendo diretores do sindicato e uma perita da Justiça que teriam fraudado em 2007 as planilhas de custos repassadas para a prefeitura de Macapá. As investigações apontam um acordo entre a perita e a direção do sindicato, a fim de aprovar todos os pedidos, sendo que o parecer autorizando o aumento foi elaborado pelo próprio Setap, com a inclusão de gastos inexistentes.

Combustível é o principal vilão do preço de passagens 2014

Preço de passagens aéreas subiu no último ano.

Preço de passagens aéreas subiu no último ano.

Quem viaja de avião no Brasil nem imagina que praticamente metade do valor da passagem pago para embarcar é destinado apenas para cobrir o combustível gasto em cada operação. Essa pelo menos é a justificativa dada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que viu o preço de passagens 2014 decolar depois de mais de 10 anos. Segundo dados da própria organização, há 11 anos, os clientes do setor aéreo não sabem o que é pagar por um aumento inflacionário, já que só no período de 2002 a 2013, as passagens aéreas chegaram a ficar 44% mais baratas. Em contrapartida, só este ano, viajar com as companhias aéreas ficou 4% mais caro em relação ao ano passado. Parece pouco, mas faz muita diferença quando se paga para ir e voltar em longas malhas viárias.

O custo do querosene que move as aeronaves também revela outro dado interessante. Segundo a Abear, geralmente é mais lucrativo viajar de avião para outros países do que circular dentro do próprio país, onde o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o querosene de aviação varia de 12% a 25%, de acordo com a localidade. Além do combustível, o câmbio e a oferta também fazem o valor das passagens de avião subirem. Quando a demanda por determinada linha aérea, em um período específico do mês é relativamente maior, o preço também fica sujeito a ter elevações, caso que aconteceu no mês passado, durante a Copa do Mundo.

Diante da realidade desfavorável para empresas de aviação, o mercado rodoviário voltou a ser uma boa opção para os que precisam realizar viagens interestaduais. Além do preço mais acessível, os serviços de bordo são variados e a tecnologia na hora de reservar as passagens também agrada a maioria dos consumidores. No setor rodoviário, o serviço que mais sofre com o aumento no preço dos combustíveis, são as frotas rodoviárias, aquelas de ônibus coletivos que realizam viagens intermunicipais e urbanas. No aéreo, os combustíveis representam 42% do preço das passagens no Brasil, e pelo menos 33% no mundo todo.

Confira os preços de passagens de ônibus de Campinas

desconto em preço de passagem de ônibus

Preço de passagens rodoviária de Campinas.

Desde o começo de agosto, os preços de passagens de ônibus municipais em Campinas, localizada no interior de São Paulo, registraram aumento de 10% no bolso dos passageiros. O valor dos bilhetes rodoviários antes comercializados por R$ 3 passaram a ser vendidos no valor de R$ 3,30. Apesar do aumento, já fazem mais de três anos que o campinense não sabem o que é pagar reajustes nas passagens de ônibus. De acordo com a prefeitura da cidade, dessa vez o aumento foi inevitavelmente, justamente porque os custos operacionais e a inflação acumulada medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês passado, chegou à subir 16,29%.

Para a Transurc – Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas, o preço do combustível subiu demais, assim como a inflação dos lubrificantes e as peças e acessórios que são compradas em manutenções da frota rodoviária. Sem esquecer do aumento salarial de motoristas promovido duas vezes só neste ano, comprometendo o orçamento de empresas rodoviárias. O aumento no preço das passagens não irá compensar a perda econômica vivida por empresas do setor. Apenas deve minimizar os prejuízos e reequilibrar o déficit causado pelas inflações – a tarifa era para ter entrado em vigor há um ano, porém foi adiada depois que milhares de brasileiros foram às ruas protestarem contra o aumento das passagens.

O secretário de Transportes e presidente da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), Carlos José Barreiro, admitiu que o repasse de subsídios pagos pela prefeitura em torno de R$ 43 milhões destinados a gratuidades nas viagens rodoviárias deve ser reduzido pela metade. A pasta espera colocar a façanha em prática depois que o pagamento das passagens em dinheiro for proibido e substituído por cartões magnéticos (o que deve eliminar a função de cobradores de companhias de ônibus, reduzindo os custos operacionais das empresas). A ação já está programada para começar em outubro deste ano, e por hora só deve valer para o trecho do Corredor ABD (Jabaquara/Diadema/Brooklin). Dados do IBGE revelam que a cidade paulista tem mais de 240 mil passageiros ativos que viagem diariamente em 1.250 veículos rodoviários.

Preço de passagem de ônibus de Campina Grande é grande

Prefeitura de Campina Grande negocia reajuste nas passagens.

Prefeitura de Campina Grande negocia reajuste nas passagens.

O mês de agosto começou pregando peça no bolso de moradores de Campina Grande, na Paraíba. Desde a semana passada, o preço de passagem de ônibus da cidade está mais caro. O custo para embarcar em ônibus de Campina Grande é de R$ 2,20, ou seja, R$ 0,10 a menos do que as companhias de ônibus que compõem o Conselho Municipal de Transportes haviam reivindicado para a prefeitura. A planilha de custo que sugeriu redução no valor de R$ 2,30 foi rejeitada pelo prefeito Romero Rodrigues. Mesmo assim, a decisão do chefe do executivo prejudicou as economias de quem utiliza e depende do transporte coletivo todos os dias para ir e voltar do trabalhar. De fato, não há o que reclamar do aumento proposto pela prefeitura campinense.

Já que o último valor tarifário praticado só foi reajustado no começo de 2012. Para o prefeito, as planilhas de custos das empresas rodoviárias são a prova de que o aumento era necessário. “Dificilmente se encontra no país hoje um produto ou serviço que custe o mesmo que custava dois anos e meio atrás”, ressaltou. Para minimizar o impacto negativo que o aumento inesperado poderia causar, sem contar com os protestos, a prefeitura negociou valores mínimos e conseguir um desconto favorável para a população. No ano passado, as manifestações populares também levaram o valor das passagens rodoviárias para baixo. Na época o preço passou a ficar R$ 0,10 mais barato do que é cobrado agora.

O aumento no preço dos bilhetes rodoviários deve garantir um aumento salarial para profissionais da categoria rodoviária em 9% (motoristas e cobradores). Uma greve realizada por motoristas de ônibus coletivo dias antes de o acordo ser firmado, colocou a prefeitura de Campina Grande em uma saia justa. A frota rodoviária ficou paralisada 100%, comprometendo as viagens de ônibus de quase 100 mil pessoas. Além de o salario aumentar, a origem da mudança também está no aumento de impostos sobre os combustíveis, nos preços pagos por equipamentos e em peças de manutenção dos veículos e outros insumos.

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